Um grande homem, um grande prefeito


Hélio Pegorari, um dos maiores prefeitos da cidade
Quando se é criança as atitudes dos adultos ficam gravadas para sempre em nossa memória. Se são atitudes de pessoas dignas, essas marcas permanecem por todo o sempre, transformando o responsável em um ícone a ser lembrado pelo resto da vida.
Conheci Hélio Pegorari nos meus tenros tempos de criança. Por estudar com o Sávio, o segundo de seus quatro filhos, estava sempre em contato com aquela família que morava nas imediações do Parque Juca Mulato, primeiro na José Pereira e depois na Rui Barbosa, curiosamente ao lado da residência de seu antecessor na Prefeitura, Benedito Alves de Lima.
Vez ou outra era na casa dos Pegorari que a gente estudava ou fazia a lição de casa passada pelas professoras do curso primário. E, sempre que via aquele senhor de semblante calmo, que transmitia segurança, me sentia feliz por conhecer uma pessoa como ele.
Empreendedor, tocava ao lado dos irmãos a fábrica de implementos agrícolas fundada pelo pai, Albano, no início do século 20. E seu empreendedorismo acabou fazendo com que fosse escolhido, em 67, para ser candidato a prefeito da cidade.
E foi, justamente nas eleições de 68 que vivi intensamente minha primeira eleição, apesar de ser um menino de 11 anos. A disputa pela cadeira de prefeito tinha nomes respeitáveis como Hélio Pegorari, César Bianchi e Alcides de Oliveira, pela Arena, e Pedro Boretti, pelo MDB, que era a oposição.
Claro que eu não era eleitor ainda, afinal tinha apenas 11 anos. Mas pela proximidade da casa de meus avós paternos com a residência dos Bianchi, na João Pereira, meu candidato na disputa passou a ser o César Bianchi.
Acompanhei a apuração dos votos através da Rádio Clube e marcando atentamente cada urna em uma folha de papel de embrulho. Tudo muito bem feito, com a supervisão de minha mãe, que também gostava de acompanhar a apuração.
César Bianchi não ganhou. Ficou em terceiro, atrás do Alcides de Oliveira, que foi o segundo.
O eleito foi Hélio Pegorari, que foi um grande prefeito, governando a cidade de 69 a 72 e deixando um legado de importantes obras, a maioria debaixo da terra, por serem de infraestrutura, vitais para toda a população.
Hélio Pegorari foi embora desse mundo em julho de 2009, mas deixou por aqui um legado de boas ações. Foi casado com Mary Silva Pegorari, a professora Mey, outra pessoa de alma bondosa, e do casamento vieram os filhos Hélio, Domingos Sávio, Odair e Guilherme.
Hélio Pegorari não faz parte apenas da galeria de prefeitos que Itapira já teve, mas daquela que é formada por homens que deram sua contribuição para o progresso da cidade e o bem estar de seu povo. Ele ocupa lugar de destaque na gama de pessoas que deixam marcas de integridade e competência.

Última curva

A reta de chegada é logo ali, então temos que viver a vida intensamente
Há algum tempo já estou com o nariz virado para a reta final. Como se diz em uma corrida, já contornei a última curva e apontei na reta para concluir meu percurso.
Se olhar para trás sei que vou ver que já caminhei muito mais do que tenho para caminhar nessa estrada chamada vida. Daqui para frente é levar o carro até o final e aproveitar tudo que ainda tenho para viver.
Embora pareça um sentimento de conformismo, na realidade é apenas uma constatação de que a vida, a cada dia que passa galopa cada vez mais rápido. Se não tivermos fôlego para acompanhar acabamos ficando para trás.
Mas, o que o futuro nos oferece? Sempre ouvi dizer que quando se dobra a última curva já não há muito que se esperar, a não ser o momento de embarcar rumo a última viagem.
Ledo engano! A vida nos reserva, a cada etapa, um turbilhão de emoções e momentos intensos, mas com a dose que nosso esqueleto já cansado pode suportar.
Basta não ficarmos sentados esperando a morte chegar. Temos mais é que apertar o pedal da direita, olhar atentamente para a paisagem da janela lateral e ver que há muito ainda para se viver, nem que seja por breves instantes.
Da vida nada se leva. Quem um dia disse isso não sabe o que é viver ou aproveitar o que a vida tem de bom.
Daqui tudo se leva, menos os bens materiais. Daqui levamos as emoções, os bons momentos, os sentimentos de amizade e tudo o que podemos realizar ao lado de pessoas queridas e em prol da felicidade daqueles que necessitam.
O nariz pode estar apontado para a linha de chegada, o corpo cansado pode estar a poucos metros de alcançar a bandeirada, mas no âmago de nossa engrenagem tudo deve estar sempre em perfeito estado. O combustível da vida pode estar quase na reserva, mas o óleo que engraxa nossos sentimentos deve sempre renovado para que tudo funcione de forma plena.
Só assim todos os momentos serão vividos com intensidade e nossa corrida será coroada de pleno êxito. Aí sim o carro poderá ir para o box e ser recolhido para o descanso eterno.

Unha encravada

Alexandre Redondano e sua esposa Stella Maris A vida nos prega peças, mas também nos oferece amigos para a vida toda. Amigos que mesmo q...