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| O jornalismo me deu a oportunidade de conhecer vários profissionais |
A base do meu trabalho veio da rádio e de jornais locais.
Foi aqui no âmbito local que dei meus primeiros passos nessa área que deslumbra
e abre horizontes.
Mais tarde pude galgar outros patamares, ocupar posições
estratégicas em determinados órgãos de comunicação e, dessa forma, vivenciar
experiências ímpares. Tudo isso me fez crescer profissionalmente e também como
pessoa.
No jornalismo esportivo conheci muitos ídolos e também
profissionais que nem por sonho esperava conhecer. Poder conversar com pessoas
como o ex-jogador Tostão; o jornalista Orlando Duarte, que fez carreira na TV
Cultura; Chico Pinheiro e Mauro Naves, da TV Globo; os narradores Fiori
Gigliotti, da Bandeirantes, e José Carlos Araújo, da Rádio Globo do Rio, entre
tantos, foi algo que marcou minha carreira.
O futebol me levou a lugares que nem sonhava em conhecer como
Belo Horizonte-MG ou Cali, na Colômbia. Me fez frequentar templos sagrados como
a Vila Belmiro, conhecida como a Vila Famosa, por ter abrigado grandes astros,
entre eles o maior de todos – Pelé.
Mas, nada se compara com a emoção de falar ao vivo para o
Brasil inteiro através de uma rede chamada CBN (Central Brasileira de
Notícias), afiliada ao Sistema Globo de Rádio, experiência que me deu uma
enorme bagagem profissional. Foi o ponto de crescimento que faltava, pois o
aprendizado em uma rede assim é inigualável.
Lembro bem de passagens como as eleições de 2002, quando
a cada meia hora três afiliadas da CBN no Brasil inteiro entravam com
repórteres ao vivo dando um panorama da votação. Eu era o encarregado dessa
tarefa pela CBN Mogi Mirim e foi uma emoção muito grande poder participar desse
projeto.
Na Copa de 2002 um fato incrível aconteceu quando eu
estava apresentando o Jornal da CBN Mogi. Como a Copa era na Ásia, o jogo das
quartas-de-final entre Itália e Coréia do Sul estava rolando solto durante o jornal
que ia ao ar das 9h30 ao meio-dia.
O som da rede estava no monitor, pois se saísse gol
ficaríamos sabendo e informaríamos os ouvintes. De repente, no som do monitor
surgiu a tarantela, música que nos remete à Velha Bota.
Imediatamente, no ar, indaguei: será que foi gol da
Itália? O Brother, apelido do Daniel Silva, que era técnico de som, colocou a rede no ar e, como se
tivesse me ouvido, o Milton Young, que comandava o Jornal da CBN São Paulo
respondeu: não, foi gol da Coréia.
Claro que ele não havia respondido para mim, afinal nem
me conhecia, mas a coincidência foi tão grande que ficou parecendo que a
resposta tinha sido para minha pergunta. Momentos assim jamais serão
esquecidos.
Foram anos e anos de emoções, viagens e convivência em um
mundo que só se vê pela TV ou se ouve pelo rádio. Deus me deu essa oportunidade
e guardo para sempre tudo que aprendi, vivi e conheci.
