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| Nagayuki Suzuki foi um dos grande fotógrafos que Itapira já teve |
Ser fotógrafo, como muitas outras profissões, faz do
profissional um verdadeiro artista. Mesmo sem o uso de pincéis, tintas e
cavaletes, sua obra é sempre digna de ser vista inúmeras vezes e, a cada olhar,
um novo detalhe é destacado.
Conheci vários desses profissionais ao longo dessa
caminhada por aqui. Com alguns cheguei a trabalhar e acompanhar o quanto é
importante o resultado final de sua capacidade em perceber o melhor momento
para disparar sua câmera.
Artistas como Paulino Santiago, Orlando Cestaro, Armando
Mantuan, Nagayuki Suzuki e, mais tarde, Benedito Castro, André Santiago, Léo
Santos e Zalberto Silva, entre outros, contribuem para enriquecer o acervo
histórico da cidade e seus personagens.
A eles juntam-se os aficionados pela fotografia e que
também colaboram para eternizar momentos e pessoas. Entre eles estão o
inesquecível Nouman Sabbag, que deixou um legado rico em se tratando da
história que o acolheu e adotou como filho, e o Luiz Antonio da Fonseca, o Toy,
que por onde anda carrega sua inseparável câmera.
Para quem não viveu os tempos de outrora, as fotos
oferecem uma oportunidade única de conhecerem lugares que já não têm a mesma
magia, como a Avenida dos Biris, por exemplo, ou entender um pouco mais da
história da cidade, construída lá atrás por pessoas de bem e que já subiram
para o andar superior.
Pena que muitas fotos se perderam ao longo do tempo.
Algumas pela ação do próprio tempo, outras pela incapacidade de pessoas em
preservar ou dar valor a uma simples foto, que tempos depois viraria uma
relíquia e até mesmo um documento histórico.
Fotografar, registrar, preservar a história de um povo.
Se todos nós tivéssemos consciência da importância disso tudo, talvez nosso
futuro fosse mais promissor, pois é no passado que buscamos as orientações para
que no presente possamos firmar as bases que o futuro requer.

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