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| A Rádio Clube ocupou o prédio da Rua XV por vários anos |
Quem ouve uma emissora de rádio nem sempre sabe como
é seu interior, como são elaborados os programas. Para que tudo saia perfeito é
necessário que haja interação entre os envolvidos.
Na segunda metade da década de 80 vivi esse ambiente
ao trabalhar de forma integral na Rádio Clube de Itapira. Realizava um sonho e,
dessa forma, procurava fazer o meu melhor.
Lembro que no dia 15 de abril, dia em que completava
28 anos, estreava o Bola Rolando, um programa esportivo diferente e inovador.
Às 12h15, depois do Clube do Ouvinte do Dácio Clemente, lá estava eu comandando
a equipe de esportes da emissora e levando informação ao ouvinte que gostava de
saber as novidades esportivas da cidade.
Como sempre gostei de inovar, busquei uma fórmula
totalmente nova para elaborar o programa. Reuni profissionais do microfone em
torno de um formato que dava ao ouvinte a impressão de que todos saiam à cata
das notícias que iam para o ar.
A batalha começava logo cedo, quando eu escrevia as
notícias e deixava tudo preparado para os que iriam gravar. Daí era pegar o
telefone, ligar para os que seriam entrevistados, escolhendo sempre personagens
dos times amadores da cidade e gravar a entrevista.
Com o auxílio do Jorge Luís Bonaldo, que era o
técnico do período da manhã, fazia as entrevistas e depois encaixava as
respostas nas gravações dos repórteres. Assim quando o programa estava no ar,
dava a impressão ao ouvinte que quem estava dando a informação era aquele que
tinha entrevistado.
Depois era sentar no estúdio 2 e montar tudo com a
capacidade ímpar do Antonio Gracini Neto, que era o técnico do programa. Dava
trabalho, mas saía um programa de primeira.
Tudo graças a esses dois técnicos de som que sabiam
tudo e mais um pouco e aos colaboradores que faziam participação no programa.
Numa tacada só o ouvinte tinha em seu rádio vozes como Toy Fonseca, Tuia Pires
de Souza, Benê Tavares, José Roberto Destro, Leo Santos, Glauco Lauri e tantos
outros que faziam questão de participar, como o Toni Mendes, por exemplo, que
hoje é repórter cinematográfico da EPTV Campinas.
Tudo isso ficou lá atrás, fez parte do meu
crescimento profissional. Mas, cada vez que me lembro de tudo isso a saudade
bate de forma doída, pois sei que rádio feito daquela forma já não existe mais.

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